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quinta-feira, 27 de março de 2014

A Inveja Aprisiona


         Numa noite fria em que a luz opaca e turva das estrelas se escondia atrás das nuvens, Jesus, sabendo que a sua hora se aproximava, reuniu alguns discípulos e foi a um lugar chamado Getsêmani para orar.
         Algum tempo depois ouviu-se o tropel de uma multidão que chegava ao local. Local os sacerdotes, escribas e anciãos, seguidos de uma turba de homens armados com espadas e cacetes. Entre eles estava Judas, o discípulo traidor. Trinta moedas fora o preço estipulado para o pagamento da traição.
         Açoitado, esbofeteado, esmurrado, cuspido no rosto, Jesus foi levado preso para o palácio de Pilatos a fim de ser julgado pelos “crimes” cometidos.
          Embora Pilatos fosse um homem ímpio, incrédulo e perverso, ele não era tolo. Tomando conhecimento das acusações feitas contra Jesus, logo viu que não havia motivos reais para uma condenação. Então ele fez uma proposta (Mt 227:17, 18).
         Pilatos notou que o principal motivo usado par a prisão e condenação de Jesus era a inveja. Jesus foi aprisionado por um bando de homens invejosos.
         A inveja gera crueldade, ódio e perseguição. Todos os outros motivos apresentados contra Jesus, serviam apenas para camuflar a terrível inveja a terrível inveja.
         No íntimo, tanto os fariseus quanto os saduceus sabiam que Jesus era inocente das acusações. Mas eles estavam indignados e enfurecidos, porque Jesus falava como quem autoridade. Bem ao contrário deles que eram hipócritas e considerados como um sepulcro caiado. A inveja é capaz de estragar o ambiente agradável de uma família, o respeito mútuo e a união.
         A Bíblia relata o drama vivido pela família de Jacó em decorrência da inveja que irrompeu entre seus filhos. Jacó amava mais a José que a todos seus filhos, porque José era filho da sua velhice. Esse grave erra cometido por Jacó gerou nos outros irmãos o sentimento de ódio, ciúmes e inveja.
        A convivência entre eles já não era mais possível. Resolveram então matar o irmão José e lançá-lo em alguma cisterna, Para justificar o sumiço diriam que ele fora comido por algum animal selvagem.
        

 Mas Rúbem achou por bem não matá-lo. Decidiram que o melhor seria vendê-lo aos mercadores midianitas por vinte ciclos de prata. Assim o fizeram e lá se foi o jovem José para o Egito.
         Do Egito viveu momentos apavorantes.
         Por inveja José, foi vendido aos mercadores. Mas Deus estava com ele e o usou como instrumento para salvar a todos quantos iam a ele buscar pão para saciar a fome física.
        Por inveja Jesus, foi preso e crucificado. Mas, Deus estava com ele e o usou como instrumento de salvação a todos quantos vão a Ele buscar o pão que alimenta o espírito (Jo 6:33-35).
         Quando a inveja se manifesta, não há vencedor; todos são perdedores! Todos vão para o cárcere profundo da língua destemperada e invejosa; há sofrimento, dor, separação, tristeza, morte... a inveja lança a alma na prisão da mentira; da hipocrisia; da intemperança.
         A inveja aprisiona!